Quantas pessoas jogam vídeo game no mundo? Quem são os "gamers"? Imagem: WePlay Holding

Quantas pessoas jogam vídeo game no mundo? Quem são os "gamers"?

9 de Outubro de 2021
Educação Lido há 8 minutos

Quais são os números relativos aos jogadores de vídeo game? Quantas pessoas jogam? Quem são os "gamers"?

Com o crescimento de popularidade dos vídeo-games, mais e mais pessoas estão envolvidas com jogos. Contudo, o aspecto meio "nerd" dessa indústria convence algumas pessoas a subestimar sua força enquanto entretenimento. Várias personalidades mainstream ainda acham que jogos são apenas para um nicho de pessoas, mas será que isso é verdade?

Enfim, quantas pessoas no mundo jogam vídeo-games? Quais os dados demográficos sobre os gamers? Quando colocamos o mundo inteiro sob perspectiva, como será que os fãs de vídeo-game realmente são?

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Popularidade dos jogos e vídeo-games

Vamos começar falando dos números mais críticos de imediato: em 2020, mais de 200 milhões de americanos jogam vídeo-games. Isso só nos Estados Unidos. Isso significa que cerca de 65% dos americanos adultos são gamers. É coisa, hein?

Ao redor do mundo? O mercado é ainda mais influente. De acordo com a agência Statista, aqui na América Latina temos 274 milhões de gamers. No Oriente Médio/África, 388 milhões, e na Europa, 391 milhões. Se prepara para a Ásia: 1,5 bilhão de pessoas são gamers. Isso significa que, ao redor do mundo, foram cerca de 2,77 bilhões de gamers em 2020.

Estima-se que no final desse ano de 2021 esse número crescerá para 2,8 bilhões, se não mais. O número de gamers aumenta exponencialmente a cada ano: em 2016, o número era de "apenas" 2,5 bilhões. Já que existem poucos seres humanos no mundo, só 7,67 bilhões, cerca de 36% do mundo é gamer. A população global de jogadores está aumentando também por conta dos jogos mobile, em geral mais acessíveis e rápidos.

A indústria dos jogos vê o quanto esse produto vende, e está tirando enormes lucros dele. Em 2016, o valor de mercado nos Estados Unidos (apenas nos EUA) era de US$17,68 bilhões de dólares. Com essas margens, não é de se imaginar porque mais e mais empresas e profissionais estão adentrando esses caminhos.

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A influência dos eSports na indústria dos jogos

Parte da razão que faz a indústria dos jogos tão popular é a existência de eSports. Sim, obras de arte jogadas individualmente (como Mass Effect, The Witcher ou Dark Souls) fazem o mercado dar pulos incríveis. Mas eSports têm um elemento único e consistente que faz os fãs casuais se tornarem intensos: mais do que jogar vídeo-games, os gamers amam uma boa competição.

Entre os gigantes da indústria como Fortnite, League of Legends, CS:GO, e Dota 2, seus modelos de negócio revolucionaram a maneira gratuita de se jogar competitivamente. Os torneios, parcerias entre marcas, eventos dentro dos jogos, e cosméticos compráveis transformaram esses jogos: de experiências divertidas e simples, se tornaram comunidades dedicadas, multifacetadas e multitalentosas, entre profissionais e fãs. Além disso, com a popularização de jogos para celular, a população global de jogadores aumentou, como já mencionado..

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Maiores jogos, em relação aos números

Não muito surpreendentemente, jogos grátis (free-to-play) dominam o cenário e têm mais downloads. Estatísticas mostram que PUBG é o jogo mais baixado, com 1 bilhão de jogadores ao redor do mundo.

Outros grandes competidores incluem:

  • Crossfire - 1 bilhão de usuários
  • Dungeon Fighter Online - 700 milhões de usuários
  • Speed Drifters - 700 milhões de usuários
  • Minecraft - 600 milhões de usuários
  • Candy Crush Saga - 500 milhões de usuários
  • Among Us - 500 milhões de usuários
  • Microsoft Solitaire - 500 milhões de usuários
  • Fortnite - 350 milhões de usuários

Agora, esses números ficam um pouco complexos às vezes. Afinal de contas, algumas empresas só medem contas abertas, outras compartilham dados mensais e coisas do tipo. A parte complicada é que como vários desses jogos são gratuitos, há um número significativo de jogadores com várias contas abertas por qualquer motivo, então apenas medir o número de contas não é sempre 100% correto.

Por exemplo, jogos notáveis como League of Legends (111 milhões de pessoas ao mês), WoW (100 milhões), Overwatch (50 milhões), CS:GO (46 milhões), TFT (33 milhões), e Dota 2 (13 milhões) não estão tecnicamente no topo, mesmo atraindo milhões de jogadores. Os gamers amam esses jogos, e as expectativas gerais são ainda de crescimento nos anos vindouros.

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Demografia dos gamers

Depois dessas informações sobre como os jogos são realmente populares, vamos falar um pouco mais sobre a demografia dos jogadores, para termos uma ideia acertada de quem são os gamers em geral, e que tipo de jogos faz com que eles voltem para mais.

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Idade para vídeo-games

A idade certamente tem uma função nas audiências e consumidores de vídeo-games, mas talvez diferente da que você está esperando. Se prepara, pois 72% dos gamers têm 18 ou mais. Enquanto muitas pessoas ainda pensam ser uma diversão para crianças, jogadores mais velhos passam seu tempo livre se divertindo com histórias e gameplays. Um dado notável é que a idade média do gamer é de 34 (isso: trinta e quatro) anos. Além disso, normalmente ele mora sozinho e tem filhos. Inesperado?

Mais ainda do que isso, 36 é um número mágico para os gamers também. A média de idade dos consumidores de vídeo-games é de 36 anos ou mais. Então, gerações mais velhas (cof cof) se divertem tanto com os vídeo-games quanto as mais novas. Claro que temos aquele estigma da voz infantil jogando Xbox, mas não é só isso que tem no mundo (sei que parece às vezes ser).

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Preferências de vídeo-games

Uma das coisas mais importantes para se pensar em relação à popularidade dos jogos são as preferências dos jogadores ao redor do mundo. Que tipo de jogos os fãs jogam mais?

Batendo o olho, vemos vários argumentos para a supremacia de jogos de tiro em primeira pessoa (FPS): 27,5% de todos os jogos comprados nos Estados Unidos em 2016 foram desse estilo. Similarmente, 35% dos jogadores online preferem jogar FPS.

Contudo, observando as mesmas demografias nos Estados Unidos, 71% preferem jogos casuais, 53% gostam de jogos de ação, e 48% amam atirar em seus jogos. Então, embora ainda populares, jogos casuais ainda são uma mina de ouro subterrânea.

Mas falando de minas de ouro, os reis dos lucros nos jogos podem surpreendê-lo: 78% das rendas vêm dos jogos gratuitos. Como assim? Bem, enquanto eles não custam 300 reais como um jogo top de linha, a mesma "falta de custos" inspira os jogadores a comprarem produtos com dinheiro real dentro do jogo. Afinal, após jogar 100 h de Lux no League of Legends, porque não gastar R$20 e comprar uma skin (um cosmético com funções apenas visuais) maravilhosa? E com 56% dos jogadores dentro de jogos multiplayers, sendo normalmente gratuitos, isso significa bastante dinheiro.

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Consoles de vídeo-games e PC.

Gamers levam muito a sério sua ferramenta de jogo. Existe uma razão para o debate entre consoles ou PC ser bem acalorado. As preferências são bem divididas, com 49% dos jogadores preferindo consoles. É um argumento complexo, com os títulos exclusivos para consoles e controles confortáveis, e o PC tendo mais oportunidades de personalização e outros usos.

Seguindo na guerra de consoles, o PlayStation foi o mais popular em 2020, mas isso pode mudar com a nova geração lançada esse ano.

Independentemente se você prefere console ou PC, Xbox ou PlayStation, a internet foi uma ferramenta revolucionária para jogos. Afinal, 83% dos jogadores compram formatos digitais ao invés do velho CD. Você já pensou que escutaria a expressão "velho CD" algum dia? É. Nem eu...

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A revolução de jogos para celular.

Por muito tempo, consoles e computadores foram as únicas formas de jogar eletronicamente. Contudo, como programadores e desenvolvedores se aprimoraram nos últimos anos, eles conseguiram comprimir os jogos e transformá-los em verdadeiras experiências em dispositivos móveis. A popularização dos smartphones também foi impactante no mundo dos vídeo-games.

Ao final de 2020, celulares foram responsáveis por 50% do mercado de jogos. Esse número deve aumentar bastante no final de 2021.

Olhando apenas para a América do Norte, foram 214 milhões de jogadores mobile nos EUA e Canadá em 2020. 65% desses são mulheres estadunidenses com idades de 10 a 65 anos. Em geral, 60% dos adultos americanos preferem jogar em seus celulares atualmente.

Além disso, alguns desenvolvedores bem espertos diminuíram seus jogos do console para o celular. Veja as versões mobile de Skyrim, Sims, ou LoL: Wild Rift. Só no primeiro dia de LoL: Wild Rift, foram 6 milhões de downloads nas Américas.

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Crianças e vídeo games

Muitos veículos de mídia gostam de usar os vídeo-games como bode expiatório para o que há de errado com as crianças hoje em dia, mas a verdade sobre o impacto dos jogos na vida delas é muito diferente.

Por exemplo, em pesquisa, 70% dos pais e mães disseram que os vídeo-games impactaram a vida das crianças positivamente. Nos Estados Unidos, 57% dos pais e mães disseram que jogam vídeo-games com seus filhos ao menos uma vez por semana. Jogar se tornou uma experiência de aproximação e conexão, que une toda a família. Também existem alguns aprendizados interessantes: muitas pessoas aprenderam inglês com os jogos, por exemplo.

E, claro, não podemos falar das demografias mundiais sem confirmar que sim, mesmo em 2021, 92% dos meninos americanos jogam em consoles. Algumas coisas nunca mudam, mesmo com a evolução diária da indústria de vídeo-games.

Traduzido por Caio Oleskovicz